Na Expert XP 2026 (23/07), a diretora da CVM Marina Copola comentou um tema que a área de Compliance acompanha de perto: a diluição das fronteiras tradicionais entre gestor, administrador e analista de investimentos. Segundo ela, o finfluencer é hoje um dos exemplos mais claros dessa ambiguidade regulatória — reconhecida publicamente pela própria autarquia.
O tema está mapeado pela CVM desde a consulta pública de novembro de 2023 e segue como prioridade na Agenda Regulatória 2026: revisão da norma de analista de investimentos, atualização das regras de divulgação em redes sociais e revisão das exigências para instituições que contratam influenciadores.
Um dos desafios apontados é que nem sempre é possível separar produção de conteúdo de recomendação de investimento — distinção que também é relevante para identificar fraudes apresentadas como conteúdo educacional.
Copola destacou ainda que a incorporação de inovação não deve significar redução das salvaguardas regulatórias existentes, como a segregação entre custodiante e administrador, criada para mitigar conflitos de interesse. Segundo ela, no contexto brasileiro — marcado por baixa poupança e baixo nível de educação financeira —, a transparência isolada pode não ser suficiente para proteger o investidor.
Esse movimento de revisão das fronteiras regulatórias tradicionais reforça a relevância de acompanhar como os controles internos das gestoras estão se adaptando a esse cenário.
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Fontes
- InfoMoney / gov.br/cvm — CVM vê "caixinhas" do mercado se dissolvendo e busca resposta sem travar inovação — InfoMoney, 24/07/2026 — link
- InfoMoney / gov.br/cvm — Agenda Regulatória CVM — gov.br/cvm — link
- InfoMoney / gov.br/cvm — Resposta à consulta pública da CVM sobre influenciadores sugere diferenciar opinião de recomendação ou análise — ANBIMA — link