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ANBIMA discute regulação, compliance e governança de IA no mercado financeiro antes de existir uma norma específica (ciclo "Jornada da IA")

11 de setembro de 2026  •  2 min de leitura  •  Por Lívia Ferreira

Em 27 de agosto, a Rede ANBIMA de Inovação encerrou o ciclo "Jornada da IA", iniciativa dedicada a debater regulação, compliance e governança no uso de inteligência artificial em serviços financeiros. Participaram executivos do Bradesco, da Ópice Blum Advogados e da RegDoor, discutindo os impactos do marco legal brasileiro de IA e a harmonização com padrões internacionais.

O detalhe que chama atenção não é o fato isolado, é o momento. O mercado, incluindo o próprio autorregulador, já está discutindo abertamente como lidar com IA antes de existir uma norma específica pronta. Isso muda o cálculo de quem trabalha com Compliance. Esperar a regra ficar pronta para só então desenhar controles deixou de ser a postura mais segura.

Faz sentido tratar governança de IA como política interna desde já, não como resposta a uma futura exigência regulatória. Isso significa definir, por escrito, quem aprova o uso de cada ferramenta de IA na operação, quem responde por uma decisão tomada com apoio de modelo automatizado, e que trilha de auditoria existe para reconstituir como aquela decisão foi gerada.

Vale reforçar um ponto que já é conhecido em Compliance, mas que ganha peso extra com IA. Ferramenta nenhuma substitui a análise humana, ela apoia. Um alerta gerado por IA sobre uma inconsistência ainda precisa passar pelo julgamento de alguém com autoridade e conhecimento para decidir o que fazer com aquilo, documentando a decisão da mesma forma que qualquer outro controle.

Compartilhem se a política de uso de IA da área de vocês já existe formalizada, ou ainda está sendo desenhada.

Fontes

  • anbima.com.br — link

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